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quinta-feira, 5 de julho de 2012

CANTINHO DA MÚSICA



BACH

É chegado o momento de falar do grande músico Johann Sebastian Bach, nascido em 1685, na pequena cidade de  Eisenach, Alemanha, em uma família de longa tradição musical e que desde cedo deixou aflorar o seu talento e, após estudos, tornou-se um músico completo, com vasto conhecimento da música européia de sua época e de tempos anteriores.

Bach aprendeu primeiramente a escrever as notas musicais e a tocar violino e viola com o seu pai, Johann Ambrosius Bach, que era músico respeitado. Antes do menino completar 10 anos ficou órfão e a continuação de sua formação musical ficou a cargo de seu irmão, Christoph, também músico e organista na cidade de Ohrdruf , até que, aos 15 anos, Bach ingressou na escola São Miguel de Lunenburg, passando a integrar o coro da igreja e onde recebeu ensino formal sobre música.

Bach não foi só o compositor mais importante do período barroco da música clássica, mas também cantor, maestro, professor, organista, cravista, violonista e violinista, com suas habilidades ao órgão e ao cravo amplamente  reconhecidas enquanto vivia e considerado o maior virtuose de sua geração. 

Quando recebeu a influência italiana e francesa somo-a ao repertório da música contra-pontista germânica, enriquecendo sua própria obra de forma esplendorosa, que o permitiu avançar de modo original e inovador em uma gama enorme de tendências, praticando quase todos os gêneros musicais, exceção da ópera, embora suas cantatas revelem uma forte influência desta forma musical.

Na vida particular Bach casou-se em 1707 com sua prima Maria Bárbara, que morreria 12 após depois deixando sete filhos dos quais três se tornaram também músicos. Em 1721 Bach casou-se novamente, agora com uma cantora da corte alemã chamada Anna Magdalena Wulken, tendo nascido treze filhos desta união, pelo que Bach deixou, ao todo, vinte filhos.

Em 1723 Bach obteve o cargo de “kantor” (nome dado a professor e diretor musical), na Igreja de São Tomé, na cidade de Leipzing, onde, embora evidentemente descontente com a rotina de suas atividades, foi onde compôs uma boa parte de sua obra, especialmente a “Missa em Si Menor” e as duas paixões mais conhecidas, que são a “Paixão de São João” e “Paixão de São Matheus”. 

Como compositor Bach, embora elogiado pelos críticos, não foi popular e após sua morte em 1750 suas obras caíram em esquecimento, situação que só foi alterada em 1829 quando Felix Mendelssohn regeu “Paixão Segundo São Mateus” em Berlim, o que garantiu o resgate do artista e sua consagração. 

Daí em diante o prestígio de Bach não parou de crescer, sendo atualmente considerado o maior nome da música barroca e, por muitos, o maior compositor de todos os tempos.
                                            Edmundo Machado 


edmundomachado1000@gmail.com


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terça-feira, 12 de julho de 2011


CANTINHO DA MÚSICA


OS IMORTAIS JOHANN

Os meus leitores e amigos sabem muito bem que, em música, minha área é a MPB. Gosto também dos clássicos, porém a pesquisa na música popular parece-me mais vibrante e exerce maior fascínio. Entretanto, vou fugir do padrão e, atendendo a pedidos, vou falar sobre dois grandes compositores imortais, que são Strauss e Bach, ambos batizados como Johann, que traduzido para a nossa língua é o conhecido João.

JOHANN SEBASTIAN BACH : Nascido em 21 de março de 1685 na região central da Alemanha, filho de um professor de violino e viola e com quem aprendeu os rudimentos da música. Por ter perdidos os pais ainda muito cedo, foi criado por seu irmão mais velho que era organista na igreja de São Miguel e com quem aprendeu os primeiros acordes no órgão e cravo. Aos 15 anos de idade, já então residindo em Luneburg, ganhava a vida como cantor, apresentando-se nos corais Mattenchor e Chorus Symphoniacus. Sua vocação, entretanto, era compor e quando a voz sofreu as mudanças típicas do adolescente, parou de cantar e dedicou-se aos instrumentos musicais, compondo obras imortais como os "Concertos Brandemburgueses" as quatro "Suítes" e as famosas "Sonatas". Sua vida profissional sempre instável, com ascensão e declínios constantes, mas sempre sem conseguir o reconhecimento do público, sendo admirado por alguns e tachado de medíocre por outros. Bach faleceu em 28 de julho de 1750, sem ter conhecido o sucesso enquanto vivo. A obra de Bach, brilhante e genial, só alcançou seu devido valor na segunda metade do século XIX

JOHANN STRAUSS JUNIOR : Nascido em 25 de outubro de 1825 em Viena, em uma tradicional família de músicos, cujo pai já conhecia a fama e a glória na Europa, por ter sido um dos criadores da valsa. Devido as aventuras extraconjugais do velho maestro Strauss, a família rompeu-se precocemente, ficando os filhos sob a guarda da mãe. Por tal motivo nada de música aprendeu o jovem Strauss com o pai, com quem manteve difícil e sempre ruim relacionamento. Coube a mãe de Strauss, Anna Streim, ensinar-lhe os primeiros acordes bem como, posteriormente, contratar professores para ensina-lo. Fascinado com a música, aos 19 anos o jovem Strauss reuniu uma pequena orquestra e foi tocar no famoso cassino Dommayer de Viena, obtendo grande sucesso tanto como regente como compositor. Daí em diante não parou mais de compor e apresentar-se. Com a morte do velho Strauss a regência da orquestra do pai passou a Strauss Jr., que, com perfeita visão comercial, dividiu-a em quatro partes e ocupou as melhores casas de dança de Viena, obtendo ainda mais sucesso e grandes lucros. Strauss não parou aí. Com os ganhos obtidos em Viena, formou outras orquestras e implantou-as em diversos lugares elegantes da Europa, criando uma grande rede de música, o que lhe rendeu fama e fortuna. Foi o criador da valsa sinfônica quando compôs "Acelerações" e dezenas de outras obras de grande aceitação popular, especialmente a conhecidíssima "No Belo Danúbio Azul". Em 3 de junho de 1899, aos 74 anos de idade, coberto de glórias, sucesso, rico e famoso, faleceu Johann Straus Junior, deixando uma obra imortal e que marcou de forma indelével a época da música clássica ligeira.

                                                 Edmundo Machado