sexta-feira, 13 de maio de 2011

CANTINHO DA MÚSICA



UMA CANTORA DE SUCESSO


Dentre os artistas que denominei de “nova geração”, indiscutível que uma cantora já vem fazendo enorme sucesso e, com seu trabalho, conseguiu ganhar fama também no exterior, sendo uma recordista em DVDs vendidos. Estamos falando da baiana Ivete Sangalo, que é a mais forte candidata a fazer o show de abertura da próxima Copa do Mundo em 2014.
Ivete Maria Dias de Sangalo, nascida em uma família de músicos na cidade de Juazeiro, na Bahia, no ano de 1972, é cantora e compositora, que começou a cantar profissionalmente por volta dos dezessete anos em barzinhos de Salvador, até conhecer Jonga Cunha que, como fundador da Banda Eva, convidou-a a integrar o grupo como vocalista e onde Ivete gravou seis álbuns e vendeu mais de cinco milhões de cópias, fazendo cerca de trinta shows por mês.
No ano de 1999 Ivete participou do último carnaval com a Banda Eva e partiu para carreira solo, tendo gravado um disco naquele mesmo ano, disco este que atingiu a vendagem de mais de 100 mil cópias devido ao sucesso da canção romântica “Se Eu Não Ti Amasse Tanto Assim”, fato que alavancou a carreira da cantora de forma definitiva.
Daí em diante a cantora não parou mais. Recebeu vários prêmios, dentre eles o Grammy Latino e o prêmio Tim, tendo lançado álbuns todos os anos, sempre sucesso. As apresentações de Ivete são extremamente vibrantes, em um misto de música, dança e um swing animado, agradando não só ao público como também a crítica.
Em paralelo a sua carreira Ivete partiu também para a atividade de empresária, sendo dona da produtora Caco de Telha, possuindo ainda seu próprio trio elétrico, o próprio bloco, o Cerveja e Cia, que detém franquias em várias capitais, dentre outros investimentos, sendo plano futuro a construção de uma luxuosa casa de shows em Salvador.
A cantora reconhece a força que a Bahia lhe deu quando do inicio de sua carreira e, por tal motivo, todas as suas turnês iniciam-se pela Bahia. Ivete investiu também em música pop e em música romântica, mas sem nunca abandonar o axé, pelo que conquistou um público diversificado, incluindo crianças, jovens e adultos e, exatamente esta diversidade, lhe deu o título de “maior vendedora de DVDs do mundo”, tendo atingido a incomparável marca de 604 mil cópias vendidas com o seu DVD gravado ao vivo no Maracanã, superando em muito o recorde da banda Nirvana que era de 174 mil cópias.
Hoje Ivete é conhecida internacionalmente, tendo feito shows em várias partes do mundo, incluindo Angola, Espanha, Portugal, Estados Unidos e outros paises, sendo muito procurada para apresentações bem como para comerciais de televisão.
Da “nova geração”, esta cantora baiana é uma cantora de sucesso.
                                                    Edmundo Machado






sexta-feira, 29 de abril de 2011


UM NOBRE NOS PINCÉIS




Paulo Fernando Campinho de Carvalho, emérito artista plástico, restaurador de fama, que assina Paulo de Carvalho em suas obras, tem nome de nobre e nasceu em Petrópolis, uma cidade intimamente ligada ao Império e a nobreza, sendo sua trajetória artística marcada pelo sucesso e por uma humildade e timidez suprema.

Paulo sempre foi muito humilde quanto a perfeição e magnitude de suas telas. Até hoje, já famoso e internacionalmente reconhecido, diz que seus admiradores não passam de “alguns gatos pingados”, quando na verdade desde os Prêmios Fivars em Alicante/Espanha até ao Salão Internacional de Artes Plásticas de São João da Madeira em Portugal suas telas estiveram presentes e o Brasil, Portugal e Espanha não se cansam de aplaudir e elogiar seus trabalhos.

A timidez é outra marca registrada deste meu amigo pintor. Quando criança corria para baixo da mesa assim que uma visita aparecia na casa da família e só conseguia se soltar um pouco mais quando tinha que apresentar-se com um coral de Petrópolis do qual fazia parte como menino cantor, pelo que podemos ver que desde criança sua vida esteve ligada a arte.

Por volta dos doze anos iniciou seus estudos de pintura, recebendo aulas com Mário Couceiro e outros até que, mais tarde e visando expandir seus conhecimentos, ingressa na Escola de Belas Artes da UFRJ, onde se torna bacharel em pintura. Desde então divide seu tempo entre a pintura, o trabalho como restaurador de obras de arte e ao ensino da mesma em seu atelier. 

Sou suspeito para falar da obra de Paulo de Carvalho não só pelo tanto que gosto do estilo, como também pelo carinho e atenção com a qual ele me trata, pelo que nenhuma análise crítica farei, deixando que as telas falem por si mesmas.




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Paulo de Carvalho - coleção particular






Paulo de Carvalho - coleção particular





Paulo de Carvalho - coleção particular





Paulo de Carvalho - coleção particular





Paulo de Carvalho - coleção particular





Paulo de Cravalho - coleção particular

TELAS IN FLASH



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José Ricardo - coleção particular






Flávio Ribeiro - coleção particular







João Barcelos - coleção particular






Regina Schwingel - coleção Edmundo Machado






Érico Santos - coleção particular





Rita Cavallari - coleção Edmundo Machado





Nide Bacellar - coleção particular
ESPAÇO ESTRANGEIRO



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Iman Maleki - Iran





Vassili Perov - 1871 - Rússia





Norberto Martini - Itália










Tom Hill





Willian R. Davis  - Irlanda





Alfredo Rodriguez - México

(nota: esta tela é algo excepcional em matéria de realismo e técnica. Parece uma foto mas é óleo sobre tela)
CANTINHO DA MÚSICA
 
INSTRUMENTOS MUSICAIS 



A produção de sons e a busca de coisas ou objetos que produzam sons parece ter nascido com o ser humano e desde o tempo das cavernas o homem busca aprimorar tal desejo. Os arqueólogos já encontraram, por mais de uma vez, desenhos rústicos, figuras ou objetos que nos dão conta que a produção de sons faz parte da índole humana. É evidente que o homem pré-histórico não possuía as noções musicais que temos hoje, não tinha idéia de escala tonal e muito menos instrumentos musicais fabricados, mas que produziam sons, isto é incontestável.
Alguns estudiosos afirmam que o primeiro “instrumento” humano foi de cordas, nascido no momento que o homem pré-histórico vibrou uma corda estendida, talvez a corda do seu próprio arco, enquanto outros pendem para a posição de ter sido um “instrumento” de percussão, quando o homem bateu em uma pedra ou mesmo em um tronco de árvore.
Seja qual for a verdadeira tese, certo é que em 4.000 a.C., na antiga China, no reinado do imperador Fou-hi tanto o instrumento de percussão como o de cordas já existiam, pois lá já encontramos um instrumento de percussão denominado “king”, formado por pedaços de pedras afiadas e tocado por um martelo, um instrumento de cordas de seda retorcidas chamado de “kin”, e ainda o “tscheng”, de criação chinesa, usado exclusivamente em cerimônias religiosas.
Na antiguidade clássica os gregos são, inegavelmente, os que mais elevaram a música a grau de arte, pois a música fazia parte da cultura grega e era fator de destaque na educação. Basta observar que todos os filósofos e matemáticos gregos escreveram sobre música. Ao que tudo demonstra, a “lira” é o mais antigo instrumento grego, contando a lenda que o deus Apolo foi quem encontrou um casco de tartaruga com as tripas ressecadas e esticadas e, ficou encantado com os sons melódicos que ouviu quando passou os dedos nas tripas secas. Daí porque a “lira” tinha, primitivamente, a forma de um casco de tartaruga.
É também de origem grega a “cítara”, instrumento de som suave, a “flauta de Pan”, composta de vários tubos anexados que emitiam cada um sons diferentes e ainda o “aulo”, uma flauta grega de palheta dupla.
Os romanos, embora tenham conquistado a Grécia, mesmo tendo sido influenciados pela cultura grega, não foram bom exemplo de gosto pelas artes musicais, talvez pelo seu caráter bélico e só nos deixaram “canções” inexpressivas. Na esfera de instrumentos os romanos não nos legaram absolutamente nada. Usavam muito e em qualquer tipo de ocasião, seja casamento ou enterro, a “tíbia”, que era igual ao “aulo” dos gregos e as “trombetas”, que eram cornetas metálicas de som estridente, que mais serviram nos campos de batalha para incentivar os exércitos ou anunciar a chegada das tropas.
Durante o cristianismo predominou a canção religiosa e aí então vamos encontrar as grandes realizações da arte musical, respeitada a limitação instrumental existente á época se comparada ao que temos nos dias de hoje. O curioso é que na Itália, terra dos antigos romanos, passados mil anos do tempo de César, os italianos criaram sua música própria, típica e que alcançou o mundo todo por sua beleza e criatividade.
                                      Edmundo Machado

domingo, 10 de abril de 2011

O CAMPESTRE DE ARTIOLI




Em rápidas linhas, o que posso falar desta minha jovem amiga, de olhar cativante e de fala mansa, que retrata paisagens campestres com tanta sensibilidade?

Posso dizer que Sandra Maria Artioli, que assina S M Artioli em suas obras, é descendente de italianos, nascida no interior de São Paulo, na cidade de Itapuí, em uma família comum como tantas outras da zona rural paulista. Seu pai era um dedicado agricultor e a mãe uma costureira, que tinha o dom de desenhar, e que lhe ensinou os primeiros traços e rabiscos assim que percebeu o anseio e a facilidade da filha em dedicar-se a lápis de cor, giz de cera e tintas.

Convivendo desde pequena com a natureza e tendo herdado o gosto pela arte de seus avós, principalmente de seu bisavô materno, homem simples, mas culto, que chegou a cursar a escola de Artes e Ofício de São Paulo, aprendeu a apreciar e perceber a cor de cada estação do ano, o que hoje se reflete na palheta de cores que imprime na vegetação quando outono e a na luz do crepúsculo quando em dias frios.

Artioli tem como referencia de seus trabalhos a natureza, as paisagens de serras e as estradinhas de terra, típicas dos muitos cantos rurais de nosso enorme país, pelo que nos mostra a natureza viva sob o ponto de vista peculiar da artista, com seu estilo de fortes características impressionista, em pinceladas rápidas, porém vigorosas e com cores vibrantes e de muita luminosidade.

Formada pela UNESP em comunicação visual, hoje Sandra já é uma artista consagrada, tendo trabalhos em várias partes do mundo e em coleções importantes, com inúmeras medalhas em salões de arte, medalha de ouro na exposição do Lauderdale House Arts Centre/Inglaterra e, em fins de 2010, foi medalha de prata na exposição realizada no Caroussel du Louvre/Museé du Louvre/França.

Cada tela de Sandra merece uma observação especial e o conjunto de sua obra já é uma pequena visão histórica da natureza do interior.



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Artioli - coleção particular



Artioli - coleção particular



Artioli - coleção particular



Artioli - tela Medalha de Prata - Museu do Louvre/França



Artioli - coleção particular



Artioli - coleção particular



Artioli - coleção particular



Artioli - coleção Edmundo Machado

TELAS IN FLASH


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Monteiro Prestes - coleção particular






Francelino Rodrigues - coleção particular




Moro - coleção Edmundo Machado




Vinicius Silva - coleção particular




Joubert Pantaneiro - coleção Edmundo Machado




Renato Pessanha - coleção particular




Erick Paes Machado - coleção Edmundo Machado
(nota: Erick é meu filho, uma criança, tem apenas 10 anos de idade e não é pintor de renome. Pinta por hobby e está fazendo parte desta galeria tão só como incentivo e pelo orgulho do pai)
ESPAÇO ESTRANGEIRO


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Pierre Lacur - 1804 - Museu Belas Artes Bordeaux - França




Paul Strisik - USA - coleção particular




Antoine Bouvard - 1870-1955 - França




Gustaf Cederstrom - 1884 - Suécia




Armando Romano - Itália - coleção particular




Allan R. Banks - USA - coleção particular




Edward William Cooke - 1853 - Inglaterra




CANTINHO DA MÚSICA



O ESPECIAL CARTOLA

Não sou de parar para ver os programas corriqueiros da TV vez que a grande maioria é de péssima qualidade e não produz nada de elogiável. Porém vi e gostei do documentário sobre Cartola exibido recentemente em horário nobre na telinha. O relato foi correto, com bom andamento e com depoimentos de pessoas ligadas à música e ao compositor, o que deu vida ao programa. Merecida homenagem a quem deu rumo ao samba na música popular brasileira.
Cartola nasceu no Rio de Janeiro, no bairro do Catete, no ano de 1908 em uma família humilde. Logo a família mudou-se para o bairro de Laranjeiras, onde passou a infância e onde entrou em contato com o mundo do samba, aprendendo com o pai a tocar cavaquinho e violão. Considerado por muitos como o maior sambista da história da música popular, Cartola chegou ao morro da Mangueira quando dificuldades financeiras obrigaram a família a mudar-se mais uma vez.
Morando no morro fez amizade com o sambista Carlos Cachaça e outros do mesmo naipe e adentrou no mundo da boemia, malandragem e da musica. Com pouco estudo arranjou emprego de servente de obra e passou a usar chapéu coco para proteger do cimento que caia na cabeça, pelo que ganhou dos colegas o apelido de Cartola. Junto com outros amigos sambistas criou o “Bloco dos Arengueiros” de onde surgiu a Escola de Samba Estação Primeira da Mangueira. Nesta época, já compondo samba, viu suas musicas serem popularizadas na voz de Araci de Almeida, Carmem Miranda, Mario Reis e outros.
Depois Cartola desaparece do cenário musical e, para muitos, era dado como morto e pouco se sabe deste período que o sambista levou desaparecido. Em 1956 Cartola foi reencontrado por Sérgio Porto, lavando carros em Ipanema e, a partir deste encontro, ressurgiu no mundo da música, voltando a compor e tendo seus sambas novamente gravados por cantores de fama.
Só em 1974, já com 66 anos de idade, Cartola gravou o seu primeiro disco solo, onde sua carreira foi novamente impulsionada devido as pérolas musicais de “As Rosas Não Falam”, “O Mundo É Um Moinho”, “Cordas de Aço” e outras. Com o sucesso e com a melhora financeira Cartola mudou-se para uma casa em Jacarepaguá, onde morou até seu falecimento em 1980.
Se o programa for reprisado vale a pena assistir e vamos torcer que outros nomes da música também sejam lembrados.
                                                         Edmundo Machado